Alta nos furtos, roubos e crimes patrimoniais: Secretário de Segurança fala sobre cenário em SP

Raquel Fanci Por Raquel Fanci

O secretário da Segurança de São Paulo, general João Camilo Pires de Campos, defendeu a necessidade de colocar mais policiais nas ruas para reduzir os casos de roubos e furtos de celulares e golpes do Pix, que acontecem principalmente na capital paulista nas últimas semanas e tem assustado moradores. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, nesta terça-feira, 10, ele falou sobre a Operação Sufoco, que já prendeu mais de 100 pessoas nos primeiros cinco dias de força-tarefa. “Se tínhamos cinco mil policiais nas ruas em situação de normalidade, incrementamos utilizando as ferramentas que tínhamos, com crescimento nas diárias especiais para Polícia Militar e Polícia Civil para que os agentes possam trabalhar no seu contra turno e com reforço das atividades da Guarda Civil Metropolitana”, afirmou, citando aumento de 720 guardas pela Prefeitura de São Paulo”, afirmou, mencionando o que chamou de “princípio de massa”, que significa aumentar os efetivos para reduzir os crimes.

Segundo o general, a maioria dos crimes identificados nas últimas semanas, especialmente na região central da capital paulista, são os chamados “crimes de oportunidade”, que aumentaram com o agravamento da situação social e econômica. João Camilo Pires de Campos citou dados que apontam, nos últimos 10 anos, uma queda de 52% nos latrocínios, 32% nos roubos de veículos e 14% nos furtos. No entanto, ele reconhece que no primeiro trimestre de 2022 houve um aumento da criminalidade, quando comparado ao mesmo período do ano passado. “Nomeamos todos concursados de 2017 da Polícia Civil e já temos um novo concurso, essa constância vai permitir que o efetivo seja composto. A realização dos concursos é muito importante e tem ocorrido tanto para Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica. Temos 83 mil policiais, é praticamente um exército para proteger a população”, mencionou.

Sobre o uso de câmeras nas fardas dos agentes de segurança, o secretário defendeu a utilização do equipamento como uma ferramenta como combate ao crime e com reflexo na diminuição da letalidade policial. Questionado se o item não estaria expondo os policiais, João Camilo negou. Anteriormente, ele já havia afirmado que a câmera não incomoda o policial que “age corretamente”. “Tivemos uma monitoramento que mostra exatamente que dá para combater o crime e dá para ter transparência, protegendo o policial. Hoje o policial é filmado o tempo todo, é ligar a televisão nos programas e todo mundo está sendo filmado. Prefiro que o policial filme a atividade correta dele como é para que seja protegido”, acrescentou.

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