Em 2020, Paulo Roberto Gomes Fernandes esteve presente durante a concessão no Brasil da patente do método desenvolvido pela Liderroll para o lançamento de dutos em túneis e ambientes confinados. O reconhecimento pelo INPI ocorreu após um processo que se estendeu por mais de uma década e alinhou o país a decisões já adotadas anteriormente por institutos internacionais de propriedade intelectual.
A patente havia sido solicitada originalmente no Brasil e, ao longo dos anos, recebeu validações em diversos mercados relevantes. Antes da decisão nacional, a tecnologia já estava protegida em países da Europa, além de Estados Unidos, Canadá, China, Índia, Rússia, México e outras jurisdições estratégicas. Em 2020, a confirmação no Brasil representou o fechamento de um ciclo institucional importante para a empresa.
Um método já testado em campo
Quando a patente foi concedida no país, o método da Liderroll já havia sido aplicado com sucesso em obras realizadas anos antes, especialmente em projetos conduzidos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nessas intervenções, a tecnologia permitiu o lançamento seguro de dutos em túneis longos, com restrições severas de espaço e alto grau de complexidade construtiva.
Paulo Roberto Gomes Fernandes informa que o sistema patenteado baseava-se em estruturas de suportação e roletes especialmente projetados para distribuir esforços mecânicos de forma controlada, reduzindo tensões concentradas e preservando a integridade das paredes dos túneis. Essa característica técnica foi decisiva para o reconhecimento da inovação como inédita no setor.
Proteção intelectual e segurança jurídica
A concessão da patente no Brasil também fortaleceu a proteção jurídica da tecnologia em um momento sensível. Antes disso, a empresa já havia identificado tentativas de reprodução indevida do método em eventos técnicos internacionais, o que reforçou a necessidade de consolidação da proteção intelectual no país de origem da inovação.

Com o registro nacional confirmado, Paulo Roberto Gomes Fernandes aponta que a Liderroll passou a contar com maior segurança para atuar no mercado brasileiro e internacional, evitando disputas técnicas e garantindo exclusividade na fabricação e instalação de suportes côncavos aplicáveis a túneis construídos por TBM, o chamado tatuzão.
Impacto técnico da solução
Do ponto de vista da engenharia, a patente reconheceu um conceito de autossuportação modulada que permitia que os esforços mecânicos fossem absorvidos pela própria estrutura de suporte, convergindo para forças predominantemente de compressão contra o concreto e as rochas do túnel. Esse efeito era considerado desejável por reduzir riscos estruturais às aduelas de concreto e ampliar a vida útil do conjunto.
Na prática, tratava-se de uma solução que alterava parâmetros tradicionais da construção de dutos em ambientes confinados, abrindo espaço para projetos mais longos, seguros e ambientalmente menos invasivos.
Referências consolidadas em projetos anteriores
Paulo Roberto Gomes Fernandes comenta que entre os marcos técnicos associados à tecnologia estavam obras executadas anos antes, como o túnel do Gasduc III, com cerca de 3,8 quilômetros de extensão, e o túnel do Gastau, com mais de 5 quilômetros sob a Serra do Mar. Esses projetos, concluídos na década anterior, serviram como base prática para a validação do método e reforçaram sua confiabilidade ao longo do tempo.
À época da concessão da patente no Brasil, essas estruturas já acumulavam anos de operação, o que reforçava a relevância de inspeções periódicas e do acompanhamento técnico das soluções desenvolvidas sob medida para cada empreendimento.
Um marco institucional em 2020
A decisão do INPI, anunciada em 2020, foi vista como um marco institucional para a Liderroll e para a engenharia brasileira. Além de alinhar o país às práticas internacionais de proteção à inovação, a concessão consolidou um método que já havia demonstrado desempenho em campo e despertado interesse em projetos fora do Brasil.
A partir desse reconhecimento, Paulo Roberto Gomes Fernandes nota que a tecnologia passou a contar com um arcabouço jurídico completo em seu país de origem, fortalecendo sua aplicação futura e garantindo maior previsibilidade para novas iniciativas em túneis, travessias especiais e ambientes confinados.
Autor: Fanci John

