Içamento de estruturas metálicas: Confira erros comuns que geram retrabalho e riscos

Pavel Moraven Por Pavel Moraven
Altevir Seidel

De acordo com Altevir Seidel, empresário que atua na área de estruturas metálicas, serviço de guindaste e transporte, o içamento de estruturas metálicas ocupa poucas horas do cronograma, porém concentra decisões que definem prazo, custo e segurança de toda a montagem. Afinal, uma viga fora de eixo, uma peça mal amarrada ou uma ordem mal compreendida param a obra e expõem pessoas ao perigo. Isto posto, falhas desse tipo nascem quase sempre antes de o guindaste sair do lugar. Interessado em saber como? Acompanhe, nos próximos parágrafos.

Por que falhas de planejamento no içamento geram retrabalho?

Considere uma viga de doze metros que chega à obra e não cabe na área de manobra prevista para o guindaste. A equipe improvisa outro ponto de apoio, reposiciona o equipamento e perde meio dia. O problema não estava na peça nem no operador. Faltou um plano que cruzasse peso, raio de giro, terreno e sequência de montagem antes da mobilização.

Conforme destaca Altevir Seidel, o plano de içamento precisa nascer do levantamento de campo, e não de estimativas feitas no escritório. Isso inclui conferir o peso real do conjunto, a distância entre o guindaste e o ponto de montagem, a resistência do solo e a presença de redes elétricas. Ignorar qualquer um desses itens transforma uma operação previsível em improviso caro, com risco direto para toda a equipe de montagem.

Amarração inadequada em estruturas metálicas: onde nasce o dano

A amarração é a etapa em que o improviso custa mais caro, porque a carga fica suspensa e qualquer erro se transmite à peça inteira. Uma cinta apoiada em aresta viva, por exemplo, danifica o acessório e marca o perfil, o que exige reparo antes da montagem. Na prática, quatro deslizes aparecem com frequência nos canteiros de montagem:

  • Ponto de içamento errado: a peça gira ou tomba porque o centro de gravidade não coincide com o ponto de suspensão;
  • Acessórios inadequados: cintas, garras e manilhas escolhidas sem conferir capacidade e estado de conservação;
  • Ângulo excessivo entre cabos: quanto mais aberto o ângulo, maior a força sobre cada ramal e menor a folga de segurança;
  • Ausência de estabilização: vigas longas sem cabo-guia balançam com o vento e batem em outras peças.
Altevir Seidel
Altevir Seidel

Aliás, a conferência da amarração deve acontecer com a carga ainda próxima ao chão, quando qualquer correção é simples e barata. Levantar meio metro, observar o equilíbrio e só então prosseguir evita que o defeito apareça a dez metros de altura. Altevir Seidel indica que essa pausa curta protege o material, o cronograma e, sobretudo, quem trabalha ao redor da carga.

Como a falta de comunicação compromete a operação de içamento?

O sinaleiro pede parada, porém o operador não o enxerga atrás de uma coluna e mantém a subida. A viga encosta na estrutura já montada, e a pintura protetora precisa ser refeita. Situações assim revelam que a operação dependia de gestos improvisados, sem um padrão combinado. Tendo isso em vista, um bom içamento em obra exige uma única voz de comando, sinais padronizados e rádio disponível para toda a equipe.

Como pontua Altevir Seidel, empresário que atua na área de estruturas metálicas, serviço de guindaste e transporte, antes de qualquer movimento, o responsável apresenta a sequência de montagem, define quem pode interromper a operação e confirma que todos entenderam o próprio papel na operação. No final, quando a informação circula dessa forma, o erro perde espaço e a parada de emergência deixa de gerar constrangimento.

Rotina de verificação que reduz retrabalho e risco

Os três erros se corrigem com uma rotina simples de verificação, aplicada em cada içamento e registrada em um checklist. Antes do início, a equipe confirma o plano, inspeciona os acessórios, delimita a área isolada e testa o rádio. Durante a subida, o responsável acompanha o equilíbrio da peça. Depois, registra ajustes para orientar as próximas operações. Altevir Seidel alude que esse registro cria memória técnica: cada ajuste anotado evita que o mesmo erro reapareça em obras seguintes. Assim, com o tempo, a equipe reduz refações, ganha previsibilidade e negocia prazos com mais segurança.

Um içamento seguro começa muito antes do gancho subir

Em última análise, o planejamento, a amarração e a comunicação formam um sistema: quando um deles falha, os outros dois carregam o prejuízo. Portanto, quem trata o içamento de estruturas metálicas como rotina técnica, e não como improviso de última hora, preserva peças, cumpre prazos e devolve todos os profissionais para casa em segurança. Então, antes de o próximo gancho subir, reúna a equipe e revise o plano.

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